REPORTAGEM ESPECIAL: Fragmentos da Revolução de 32 em Muriaé

Revolução Constitucionalista iniciada em julho em SP vem parar em Minas Gerais

Nossa reportagem conseguiu no Museu Histórico José Henrique Hastenreiter e Arquivo Histórico Manoel Fortunato Pinto, de Muriaé, que funcionam no Paço Municipal, fotos importantes da Revolução de 32 guardadas ao longo das últimas Décadas.

Algumas fotos já estavam na Itália, uma vez que foram enviadas por um imigrante de Muriaé para um irmão naquele país (seria a Família Montesano). Mais tarde, um adolescente da família, foi à Itália conhecer seus descendentes e foi presenteado com as fotos que foram novamente trazidas para Muriaé.

Segundo o coordenador do Memorial Municipal, João Carlos Vargas, essas fotos estão no livro Tópicos da História de Muriaé, lançado pelo escritor muriaeense, o professor Joel Peixoto Manoel, que também fala sobre o assunto, entre outros fatos históricos de nosso município e região.

Nas fotos, militares do 9º Batalhão Provisório de Infantaria, que tinha como destino a cidade de Araponga, na região de Ervália e hoje Parque Estadual Serra do Brigadeiro; antes de seguir viagem no mês de agosto de 1932, ficaram concentrados em alguns pontos da cidade.

Na Igreja da Barra foi celebrada uma Missa Campal e na Praça Cel. Pacheco de Medeiros, posaram para fotos e receberam ações solidarias em frente a Prefeitura. Os militares chegaram pela Estação Ferroviária Muriahe, próximo a Vila Guarino (hoje região do Banco do Brasil e Triângulo) e ficaram concentrados também na Rua São Pedro.

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A Revolução Constitucionalista de 1932, também conhecida como Revolução de 1932 ou Guerra Paulista, foi o movimento armado ocorrido no estado de São Paulo, entre julho e outubro de 1932, que tinha por objetivo derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.

O golpe de estado decorrente da Revolução de 1930 derrubou o então presidente da República, Washington Luís; impediu a posse do seu sucessor eleito nas eleições de março de 1930, Júlio Prestes; depôs a maioria dos presidentes estaduais (atualmente se denominam governadores); fechou o Congresso Nacional, as Assembleias Legislativas Estaduais e as Câmaras Municipais; e, por fim, cassou a Constituição de 1891, até então vigente.

Getúlio Vargas, candidato derrotado nas eleições presidenciais de 1930 e um dos líderes desse movimento revolucionário, veio a assumir a presidência do governo provisório nacional em novembro de 1930 com amplos poderes, colocando fim ao período denominado República Velha, porém, sob a promessa de convocação de novas eleições e a formação de uma Assembleia Nacional Constituinte para a promulgação de uma nova Constituição.

Contudo, nos anos subsequentes, essa expectativa deu lugar a um sentimento de frustração, dado a indefinição quanto ao cumprimento dessas promessas e acumulado ao ressentimento contra o governo provisório, principalmente no estado de São Paulo, com o fato de Getúlio Vargas governar de forma discricionária por meio de decretos, sem respaldo de uma Constituição e de um Poder Legislativo.

Em Minas Gerais a Revolução Constitucionalista tinha o apoio de Arthur Bernardes. (Fonte: Wikipedia)

  

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2 Comments

  1. O Sr. Elvécio Gonçalves tenta há anos fazer um trabalho parecido em Rosário da Limeira. Porém, não encontra apoio para dar sequencia à ideia.

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