Reportagem Especial: acompanhamos o “Tombo da Polenta” em Venda Nova do Imigrante-ES

40ª FESTA DA POLENTA. Imagine um caldeirão gigante e dentro dele sendo preparados 1.200 quilos de polenta (400 quilos de fubá e muita água). Com capacidade de 1.390 litros, o caldeirão foi fabricado em aço fundido pela Companhia Siderúrgica de Tubarão- CST, em Vitória. Um engenheiro mecânico de Venda Nova-ES doou o projeto da peça, que tem 1,60 metros de diâmetro e 1 metro de altura.

O panelão é uma réplica perfeita das panelas usadas nas cozinhas das nonnas e nas casas onde as famílias italianas ainda mantêm o costume. Para comportá-la, um fogão de tijolos foi construído no local da Festa. Ali, a polenta fica quase cinco horas cozinhando na presença do público. Graças a um mecanismo com correntes resistentes, roldanas e manivelas, o panelão pode virar 90 graus e entornar a polenta em um tabuleiro grande. Tudo ao som de “La Bella Polenta”, o hino da festa. Pois é foi isso que aconteceu no fim de semana na 40ª Festa da Polenta neste sábado e domingo e volta a acontecer novamente no fim de semana em Venda Nova do Imigrante, no estado do Espírito Santo.

Nossa reportagem esteve lá no sábado e assim que chegou por volta das 10h, teve o privilégio de ver e registrar o Desfile das Famílias Italianas pelas ruas da cidade até parar no Parque de Exposições, palco da festança. Lá tudo muito bem organizado, os italianos, seus descendentes e visitantes passaram um dia tranquilo, alegre, almoçavam, degustaram pratos típicos e dançaram muito ao som da boa música italiana com grandes bandas locais.

O ponto máximo foi às 15 horas com o primeiro “Tombo da Polenta”, é quando o caldeirão gigante entorna a polenta em um tablado e depois ela cai em um caldeirão para o delírio dos visitantes, e alegria e emoção dos italianos (neste momento são milhares de flashes. As rainhas participam ativamente deste ritual, dando mais beleza ainda a festa. Para entrar no Centro de Eventos, R$ 10, almoço, R$ 18.

A polenta do “tombo” vai para a cozinha e é servida para o público da Festa. Foi essa mesma receita de polenta, hoje uma grande estrela da gastronomia local, que alimentou os colonizadores italianos nos primeiros anos em terras capixabas. No “Tombo da Polenta da 01h da manhã aconteceu no show de Luan Santana, e lá é tradição o artista também participar deste momento especial.

“40 anos de História, 40 anos de voluntariado, 40 anos em prol do bem coletivo. Idealizado pelo saudoso e visionário Padre Cleto Caliman, a Festa da Polenta continua com os mesmos princípios de 1978: manter vivo a cultura italiana, a união entre as famílias, a solidariedade, a religiosidade e a doação através do voluntariado. Iniciamos a contagem regressiva para uma das maiores festas da manifestação da cultura italiana no Brasil. Estamos preparando tudo com muito carinho para continuarmos encantando e emocionando” ressalta a AFEPOL, associação que organiza a festa.

HOSPEDAGEM

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One Comment

  1. Polenta é um apilido bunitim qui déro pro angu. Aqui no Arto do Gróra nóiz faiz diveizincuando, cum custela; pimenta, cebola picadinha, um cuité de pinga e um punhado de pimenta dedo de moça. Dispois dexa levantá frivura e dispeija na foia de bananera dicumprido pra isfriá. É trêis dia e trêis noite de fulia cum sanfona, viola e pandero. Arrecumendo prendê os caxorro inhânte pra invitá nó nas tripa dos bichim.

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